Países em desenvolvimento lideram crescimento da demanda global por energia renovável
- grupomotaservicos
- 5 de fev. de 2019
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Segundo relatório da Bloomberg New Energy Finance, fontes limpas como solar fotovoltaica e eólica atingem 114 GW nas nações do terceiro mundo
Um relatório anual da Climatescope da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) apontou um avanço significativo na demanda por energia sustentável. Segundo a pesquisa da BNEF, em 2018, a produção de energia renovável em países em desenvolvimento ultrapassou a capacidade gerada por fontes fósseis.
De acordo com o estudo, realizado em mais de 100 países, as fontes de energia neutras em carbono, incluindo hidrelétrica e nuclear, conquistaram a marca de 114 gigawatts (GW) nos países em desenvolvimento. Fato considerado quase o dobro do que nas nações mais desenvolvidos, que atingiram 63 GW.
Ainda de acordo com a publicação, o marco se deve pela combinação de diferentes fatores, como o crescimento constante da demanda por eletricidade, além de ações práticas de políticas energéticas inovadoras, bem como custos mais baixos para a implementação de tecnologia e de investimentos significativos em energia limpa, sobretudo a solar fotovoltaica.
Este conjunto possibilitou que os países em desenvolvimento conquistassem lugar de destaque frente às nações mais industrializadas no que se diz respeito à capacidade de fontes renováveis. Vale ressaltar que foram as “novas energias limpas” que obtiveram destaque no relatório, uma vez que a eólica e a solar fotovoltaica representaram 94 GW de um total de 114.
Outro dado importante apontado pela BNEF diz respeito aos países mais verdes de 2018, que traz o Chile como o principal. Os pesquisadores afirmam que “o país latino-americano se destacou em todos os três indicadores monitorados pelo Climatescope, como a solidez de suas políticas energéticas, a experiência adquirida na gestão de investimentos em energia limpa e um comprometimento duradouro na descarbonização, independentemente das limitações da rede de energia”.
No ranking, Índia, Jordânia , Brasil e Ruanda estão logo atrás do Chile, enquanto que a China caiu do primeiro lugar da pesquisa anterior para a sétima posição nos últimos 12 meses.
No caso brasileiro, a Bloomberg New Energy Finance (BNEF) projeta, para 2040, que 75% da capacidade instalada no País de energia solar será em geração distribuída, equivalente a pelo menos 82 GW. A BNEF apontou ainda que o preço dos equipamentos fotovoltaicos para geração distribuída caiu 83% desde 2010, sendo este o principal fator pela redução no tempo de retorno sobre o investimento. Tal cenário tem proporcionado quedas de até 90% nas contas de energia elétrica, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos, como escolas e hospitais.
Segundo projeções recentes do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), elaborado pela EPE, a participação da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica deverá ultrapassar 4% em 2024, ante os atuais 0,02%, um crescimento de mais de 200 vezes em menos de 10 anos. Segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a fonte poderá chegar a um percentual de mais de 8% em 2030, somando-se os segmentos de geração centralizada e geração distribuída.









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