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Poloneses defendem reformulação do mercado de energia da União Europeia para se tornar 100% renováve

  • grupomotaservicos
  • 26 de jul. de 2019
  • 2 min de leitura

Ideia é descentralizar modelo de comercializar energia para trazer mais agilidade na negociação

A reformulação do mercado de energia da União Europeia (UE) é uma das reivindicações das autoridades polonesas de energia para que seja possível a implantação de 100% de energia renovável. A PSE, operadora estatal de transmissão de energia da Polônia, defende uma forma descentralizada de negociar eletricidade, ao contrário do modelo atual da União Europeia, baseado em zonas de licitação regionais, conforme discussão ocorrida durante o evento EURATIV.

Na opinião da PSE, as zonas de licitação regionais para comercializar energia na UE são incapazes de prover 100% de energia renovável, gerando desequilíbrios no sistema devido a grandes quantidades de esforços de re-despacho.

Ainda na visão da operadora, um sistema descentralizado de energia traria mais agilidade na capacidade de negociações, refletindo as condições do mercado local. O ideal seria uma abordagem nodal, que exigiria menos esforços de re-despacho, refletindo de perto a disponibilidade da rede local e a capacidade de geração de energia. Nesse sentido, a PSE iniciou, no ano passado, o projeto para negociação nodal, com término em 2023.

De acordo com Michał Głowacki, advogado polonês de energia, o modelo da UE para o comércio de energia é atualmente baseado em zonas de ofertas ou áreas geográficas onde os preços de eletricidade no atacado são uniformes. Dentro de uma determinada zona, os negócios podem ser concluídos sem a necessidade de construir uma nova capacidade de transmissão da rede.

Esse modelo reflete as decisões de implantação da rede realizadas em décadas anteriores, quando a eletricidade ainda estava em grande parte sob controle estatal. Assim, as zonas de licitação regionais tendem a coincidir com as fronteiras nacionais.

Autoridades políticas da UE acreditam que as redes ainda não estão prontas para um comércio nodal, mesmo se apoiado quase unanimemente pelos acadêmicos.

A Comissão Europeia tentou dividir as zonas nacionais de licitação em unidades menores, com o objetivo de torná-las mais eficientes e atravessar fronteiras. Entretanto, a PSE observou que a definição de zonas de licitação pode ser uma questão altamente política.

Processo lento

Para facilitar o intercâmbio além das fronteiras de eletricidade, a UE iniciou no ano passado uma reforma recente das regras do mercado de eletricidade, visando estabelecer centros de cooperação regional até 2023.

Porém existem barreiras que impedem o progresso dessa reforma. Um dos impasses está na Alemanha, onde as populações locais resistiram à construção de novas linhas de transmissão, dificultando as transmissões de energia eólica offshore das costas bálticas do país para as regiões alpinas mais ao sul.

Na França, onde o preço de varejo é aplicado uniformemente na eletricidade para todos os domicílios, os preços nodais trazem desconfiança, assim como na Espanha, onde é garantido um preço único para energia solar e eólica.

A colaboração para essa transformação exige confiança e disposição dos países europeus, tanto para afastar-se dos interesses nacionais, quanto para o entendimento entre operadores de rede em diferentes nações.


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