Proposta de programa emergencial da ABSOLAR visa reduzir conta de luz de consumidores de baixa renda
- grupomotaservicos
- 7 de abr. de 2020
- 2 min de leitura
Medida apresentada ao Ministério de Minas Energia e ao Congresso Nacional reduziria em R$ 817 milhões o gasto dos consumidores enquadrados na Tarifa Social
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) acaba de levar ao Ministério de Minas e Energia (MME) e ao Congresso Nacional uma proposta de criação de um programa emergencial para instalar sistemas solares fotovoltaicos em consumidores de baixa renda. A ideia é aliviar os efeitos da crise econômica decorrente do isolamento social no combate à Covid-19.
Segundo estimativas da entidade, a medida poderia trazer uma economia de R$ 817 milhões ao longo de 25 anos nas contas de luz dos consumidores de baixa renda, bem como aumentar a arrecadação direta e indireta em R$ 237 milhões aos cofres públicos.
Na prática, a proposta serviria como suporte para a intenção do governo de isentar, por três meses, a cobrança de energia elétrica sobre os consumidores cadastrados no Programa Tarifa Social, que demandaria aproximadamente R$ 1,05 bilhão em recursos no período.
Dessa maneira, a entidade ressalta que parte do valor poderia ser revertido na instalação de 87,5 mil sistemas fotovoltaicos, com benefícios extras de geração de novos postos de trabalho no País e proporcionar uma economia total de R$ 253 milhões na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 25 anos.
O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, afirma que o propósito é viabilizar a redução dos impactos econômicos, sobretudo para a população mais vulnerável. “A proposta poderá trazer um grande alívio financeiro aos cidadãos de baixa renda, permitindo o fortalecimento das ações de recuperação da economia, com geração de emprego e renda de forma mais rápida”, comenta.
Esse programa emergencial para uso de energia solar fotovoltaica por consumidores de baixa renda traria economia imediata, conforme aponta Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR. “O ganho seria duradouro, já que os equipamentos possuem vida útil de mais de 25 anos. Isso sem contar com a expressiva redução estrutural nos valores da CDE, diminuindo este encargo que hoje é rateado na conta de luz de todos os brasileiros”, finaliza.










Comentários