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“The Guardian” recusa anúncio de empresas de combustíveis fósseis

  • grupomotaservicos
  • 13 de fev. de 2020
  • 2 min de leitura

Jornal inglês é o primeiro grande veículo internacional a adotar tal medida

O jornal britânico “The Guardian” tomou uma atitude um tanto audaciosa para contribuir com o meio ambiente e sustentabilidade. Recentemente, o veículo impresso anunciou que não aceitará mais anúncios pagos por empresas de combustíveis fósseis, tornando-se o primeir grande canal de imprensa internacional a tomar tal decisão.

Quando atualizou seu manual de redação, em 2019 o jornal inglês adotou o termo “emergência climática”, para enfatizar a real urgência de se enfrentar a mudança do clima, afastando-se dos investimentos das maiores fontes de emissão de gases-estufa.

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Em comunicado, a diretora executiva interina Anna Bateson e a diretora de finanças Hamish Nicklin reforçaram que o aquecimento global é “o desafio mais importante dos nossos tempos” e destacaram as notícias produzidas pelo jornal sobre como o lobby de empresas de energia prejudica os avanços globais nesta agenda.

As frequentes críticas de ambientalistas endossam que empresas de petróleo, carvão e gás gastam em propaganda para divulgar investimentos modestos em energias renováveis enquanto continuam a colocar grandes aportes de recursos na extração de fósseis.

No início deste ano, a ativista sueca Greta Thunberg criticou jornais que aceitam anúncios de empresas ligadas ao setor de combustíveis fósseis. E desafiou o setor de comunicação impressa. “Qual será o primeiro grande jornal internacional a ter a liderança nisso?”, questionou Greta.

Na ocasião, apenas o pequeno jornal sueco “Dagens ETC” era conhecido pela ativista por se recusar a aceitar este tipo de publicidade.

Ainda em comunicado, as diretoras reconhecem que o anúncio vai contra o modelo de negócios do “Guardian” e do “The Independent”, que tem o compromisso institucional de neutralizar todas as suas emissões de carbono em 2030.

Lembrando que a publicidade continuará a ser fonte importante de financiamento dos jornais, essa decisão, segundo elas “pode tornar nossas vidas um pouco mais difíceis no curto prazo”.

“Esperamos que os leitores continuem a apoiar o jornalismo do “Guardian” e que a decisão abra caminho para novas empresas anunciarem no jornal. Lembraram que a publicidade continuará a ser fonte importante de financiamento dos jornais”, diz a nota, reforçando que ‘o futuro da publicidade está em criar confiança com os consumidores e demonstrar compromisso real de valores e propósitos’.

Na última edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a queda do investimento em combustíveis fósseis também foi um dos pilares de discussão.


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